Receita de ano novo

Receita de ano novo 
(Carlos Drummond de Andrade) 

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
 

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
 

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Com o meu carinho!

O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ


Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia 
não são suficientes…Lembre-se do frasco 
de maionese e do café. 
  
Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o…tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim. 

Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf. 
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim. 

Então…o professor pegou noutra caixa…uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime  “Sim !“. 

De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se…mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes: 
  
  
QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA 
VIDA. 

Abolas de golf são as coisas Importantes: 
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE. 
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias. 

As pedrinhas são as outras coisas 
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc. 

areia é tudo o demais
as pequenas coisas
  
‘Se puséssemos  1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.   
O mesmo acontece com a vida‘. 
  
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisasrealmente importantes
  
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade. 
  
Brinque ensinando  os seus filhos
Arranje tempo para ir ao medico
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora, 
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos 
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito. 
  
  
 Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro…   
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida
  
  
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia… 
  
  
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café

O professor sorriu e disse: 

  
…o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupadasempre haveráespaço para um café com um amigo. ” 

Promessas de Casamento

Promessas de Casamento

Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre. “Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?” Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

– Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
– Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
– Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
– Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
– Promete se deixar conhecer?
– Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
– Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
– Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
– Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
– Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.

TEXTO DE WALT DISNEY

Quando  for amar,  
ame  o mais profundo que puder…

Quando  for falar,  
fale  somente o necessário…

Quando  for sorrir,  
procure  sorrir com os olhos também…

Quando  pensar em desistir,  

             lembre-se  da luta que foi  começar e não  desista!

Quando  quiser se declarar a alguém,  
faça  isso sem medo do que essa pessoa  pensará de você…
Quando  sonhar,  
sonhe  bem alto, bem longe…  
Quando  for partir,  
não  diga “adeus”. Diga que foi tudo  maravilhoso!

Quando  abraçar um amigo,  
abrace  com carinho e lembre desse abraço por  toda vida…  
Quando  precisar de ajuda,  
não  se envergonhe de pedir socorro…  
Quando  sentir raiva de alguém,  
ore  e peça luz para essa pessoa… 

Quando  tentar algo de novo na vida, 
tente  pra valer, mude, arrisque-se 
Viva  intensamente…

Múltipla Escolha

Livro de Lya Luft fala sobre enganos da modernidade

A autora de “Múltipla Escolha” mostra como estamos acomodados e diz que é possível nos abrirmos mais à vida e às diferenças

Renata Losso, especial para o iG São Paulo | 10/05/2010 18:07
Foto: Divulgação
Lya Luft: a autora discute os equívocos da humanidade em “Múltipla Esolha”

“Há muitas maneiras de encarar a nossa existência”. Com a primeira frase de seu novo livro, “Múltipla Escolha” (Edit. Record), a escritora Lya Luft já dá a dica de que, nas próximas páginas, irá refletir intensamente sobre as escolhas que tomamos ao longo da vida e, principalmente, sobre os “nossos enganos”, ações que ultimamente temos tomado para determinar nossas vontades; mesmo que não saibamos claramente como isso acontece.
Entre o desejo da eterna juventude, a “Síndrome do ter de”, o medo do diferente e a noção de liberdade nas relações familiares, Luft discorre sobre os males e novos dilemas da modernidade mostrando, com uma dose de otimismo, que há uma maneira de quebrar os mitos e, como ela mesma define, nadar contra a correnteza.
Em entrevista ao iG Delas, Lya Luft conta sobre algumas das reflexões feitas em “Múltipla Escolha” e convida o leitor a fazer o mesmo.

iGEm “Múltipla Escolha” você reflete sobre os “nossos enganos”, mitos criados para determinarmos desejos, escolhas e abafarmos angústias. Desde quando você passou a notar estes enganos do ser humano? 
Lya Luft: Desde muitos anos penso que nos enganamos quanto às nossas prioridades, e perdemos tempo, energia, alegria, correndo atrás desses falsos mitos apresentados pela nossa cultura. A passagem do tempo, a observação e o amadurecimento me deram uma visão mais clara disso.

iG: Você acredita que nós nos enganamos desta maneira em busca da felicidade? Há uma forma de “imposição” cultural em relação a estes enganos?
Lya Luft: Como digo no “Múltipla Escolha”, a coerção social é muito poderosa, e o espírito de manada, o desejo de nos adequarmos ao grupo, à tribo… o que não é ruim, mas quando excessivo nos infantiliza e nos inibe no nosso crescimento enquanto indivíduos e sociedade. A imposição cultural é muito forte, vinda de modelos que, em geral, são impossíveis e, muitas vezes, desastrados. Ambicionamos modelos, atletas, milionários, socialites, alguns ídolos que se destacam pelo uso de drogas, pela bizarria, entre outros aspectos.

iG: “A Síndrome do ter de” – ter de ser magro, ter de ser rico, ter de ser forte –, de que você fala em seu livro, pode ser considerada um dos paradigmas da modernidade? Você acredita que os aspectos físicos estão supervalorizados? 
Lya Luft: Logicamente o físico, o material, os bens, dinheiro, fama e celebridade são supervalorizados entre nós, no Brasil muito especialmente. Isso significa que, mais uma vez, perdemos muito em alegria também, porque raros de nós conseguem se assemelhar a tais modelos, portanto, nos frustramos. Ficamos apequenados e ignorantes, não sabemos votar direito, negligenciamos os afetos, nosso aperfeiçoamento, e nem buscamos uma visão um pouco mais inteligente, seja espiritualizada ou materialista, do que é a nossa vida. Poucos curtimos afetos, natureza, o bom e o belo que estão ao alcance de todos. Afundamos facilmente nas drogas, esquecemos valores, negligenciamos família e depois nos atordoamos e anestesiamos com drogas, álcool, velocidade, medicamentos, perda de tempo.

iG: Você diz em seu livro que estamos “pouco exigentes”. Quais são os principais objetivos que o ser humano busca para tentar satisfazer-se atualmente? E o que você acredita que deve ser repensado nestas buscas? 
Lya Luft: Pouco exigentes de um lado, muito exigentes do outro. Pouco exigentes pelo tipo de valores que queremos como a beleza física, cartões de crédito, viagens que nem aproveitamos porque nos falta cultura e informação – a gente só quer mesmo os bares, as butiques, as lojas –, e muito exigentes porque nos cobramos demais, e por coisas bobas. Nos respeitamos pouco: não escutamos nosso interior, onde a voz mais profunda, que nunca cessa, nos pode dizer o que de verdade precisamos para termos um pouco mais de harmonia conosco, com os outros, com o mundo: isso que chamo felicidade lúcida.

iG: Você acredita que hoje está mais fácil ou mais difícil de nos sentirmos satisfeitos? Por quê?
Lya Luft: Mais fácil almejarmos muitas coisas, mais difícil atingirmos certo contentamento, que não é inércia nem acomodação, mas um viver mais criativo. Podemos comprar o mundo em noventa prestações, mas fica por aí mesmo…

iG: “Querer ser igual é negar a própria essência”. Com esta frase de seu livro, como você acha que o ser humano lida com isso atualmente, homens e mulheres?
Lya Luft: Aceitar as diferenças, essa dança dos desiguais que é a vida, o convívio, a família, o trabalho, etc, é um tipo de sabedoria que a gente devia buscar. A guerra eterna e fútil entre os gêneros, por exemplo; alguns dos conflitos familiares mais cruéis e sem sentido; a ignorância sobre nós mesmos; muito vem desse mito de que devemos ser iguais, quando poderíamos tentar curtir, cultivar, respeitar, crescer em nossas naturais diferenças. A guerra podia ser mais elegante e produtiva.

iG: Em “Múltipla Escolha”, você reflete muito sobre como temos dificuldade em curtir a fase na qual nos encontramos, como quando, na fase adulta, queremos voltar a ser jovens. Como este desejo influencia nossas vidas e como aceitar as diferentes fases da vida com mais facilidade?
Lya Luft: O mito da eterna juventude, a tolice de que só jovens são bonitos, sensuais e felizes é muito destrutivo. Pois vemos a vida como decadência, e não como crescimento. O corpo pode encolher, mas não há razão para que a mente e a alma não continuem se expandindo. Assim, viver torna-se aflitivo, frustrante, e leva alguns a cedo desistirem de crescer como pessoas, outros a uma busca “automutiladora” de deter o tempo, isto é: o crescimento interior. Então, numa época em que podemos viver muito mais com mais qualidade, queremos ser uma humanidade de adolescentes eternos.

iG: Como você acha que os pais lidam com os filhos atualmente? As relações familiares podem ajudar a sermos mais compreensivos uns com os outros em sociedade? 
Lya Luft: A família é o primeiro grande treinamento para o convívio no mundo exterior, desde escola, trabalho, futura família, sociedade maior, mundo. A competição, a tolerância, as discussões, o exercício da ternura e até a raiva salutar nos formam e conformam. O reconhecimento da autoridade (sem subserviência) e o exercício dela (sem tirania) fazem parte dessa educação para a vida, que continua até o ultimo suspiro… portanto os pais sempre continuam educando. A crise de autoridade, no Brasil, por exemplo, leva a situações absurdas na família e na escola, com filhos e alunos mandando e comandando, falta de educação, de elegância, de alegria no convívio. Isso se liga a varias noções falseadas de psicologia que, no fundo, pensando exaltar a personalidade, a enfraquecem.

iG: Entre as múltiplas escolhas que podemos fazer na vida, qual você acha que deve ser tomada e qual deve ser deixada de lado? 
Lya Luft: Muitas, mas, por exemplo, é uma pena escolher acomodar-se, escolher seguir modelos tolos (a gente nem analisa), e seria bem melhor escolher parar para pensar e repensar e, quem sabe, aqui e ali tentar melhorar em lucidez e vontade. Enfim, começar a criar uma sociedade mais informada, mais justa, mais produtiva, mais aberta à vida, a valores mais interessantes e, insisto, com mais alegria. Pois acho que estamos muito agitados, e pouco alegres; muito atordoados e pouco informados; muito anestesiados, e pouco conscientes. Dá pra melhorar, pelo menos um pouco.


PREGUIÇA DE SOFRER

—–
  

VEJA QUE ESPETÁCULO DE FILOSOFIA DE VIDA…..

*Preguiça de sofrer* – Zuenir Ventura
Há 26 anos, elas cumprem uma alegre rotina: às sextas-feiras pela manhã sobem a serra e descem aos 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
domingos à tarde,quando não permanecem a semana toda lá, em sua casa de Itaipava, distante hora 
e meia do Rio.
São quatro irmãs de sobrenome Sette – Mily, a mais velha, de 86 anos;
Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) – mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e 

a amiga de mais de meio século, Jacy (78)
O astral e a energia da “Casa da sete velhinhas” são únicos.

Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho, conversam, discutem 
política, vêem política, televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem.


Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade.

Baixaria, nem pensar. Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e
rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado.

Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas
redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa.

Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento.

Modéstia à parte, são conhecidas como “As meninas do Zuenir”. Me dão a maior força.
Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia.
São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila.
Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e
fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada:
“Nós somos as meninas do Zuenir”.

Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa, que é química, 
passou a dar aulas particulares de matemática para meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de 
ensinar.
Depois nos mudamos, continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha 
 
mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os “Alpes suíços”.

No começo, o terreno não passava de um barranco de terra vermelha.Hoje é 
um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração 
para os pássaros.Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em
compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios.

O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meio
artesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente. Helena e Jacy, 
por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram 
exposições.

Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade,sem 
falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com 
Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia.

Na parede, Tom Jobim observa tudo. A foto é autografada para Elisa, de 
quem ele foi colega no Andrews. Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio,

Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim,
que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou 

muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém 
no meio das ondas, provavelmente um surfista: “Ave, magister!”.

Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou
acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele 
tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público, 
ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário. No dia seguinte, 
ela pediu as contas, com essa sábia alegação: “Eu quero sair enquanto 
estou no auge, não quando não souberem mais o que fazer comigo”.

Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a
aposentadoria.

Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta
muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens, 
principalmente quando são gregas.

Ah, nas horas vagas faz bijuterias. Para explicar como se desvencilhou
do vazio de deixar um emprego de 53 anos e começar nova vida já velha, 
Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis
velhinhas e que eu gostaria de adotar também: “Tenho preguiça de sofrer”.

Não são o máximo as meninas do Zuenir?







Limpa teus rins

LIMPA TEUS RINS

Os anos passam e nossos  rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo. Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso?
De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na
geladeira.
Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.
Você vai notar a diferença!
Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins.
E é um remédio natural!
Sobre a Salsa

 
A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas.  Ela contém mais vitamina  C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166mg por 100g).
Isso é três vezes mais que a laranja.
A salsa contém também ferro  (5.5mg /100g), magnésio (2.7mg / 100g), cálcio (245mg / 100g) e potássio (1mg / 100g) .
De acordo com o Padre Kniepp, essa planta é um poderoso diurético, curando a retenção de água no organismo,
sendo  recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.
Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.
O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.
As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.