FAZENDO VIÉS SEM O FAZEDOR DE VIÉS

 
 

Não tenho aquele fazedor de viés. Mas sem ele faço o viés do tamanho que eu quiser sem gastar nada. Dica assim só mesmo Lenira podia me dar.
Assim , vejam só ? Você vai precisar de alfinete grande , retalhos de tecido e manta , cola em bastão, uma pinça, viés cortado.

Sobrepor a manta no retalho .

Clique na imagem para ampliar
Pelo avesso, passe o alfinete como a foto.

No lado direito ficará assim.O tamanho você faz de acordo com o tamanho do viés que quiser.

Com a pinça puxe a ponta do viés.

Agora , vai puxando…

Depois vai puxando e passando a ferro para marcar. Querendo passe a cola em bastão para não desmanchar a dobra. Olha, a cola você passa por dentro das dobras.
Fácil , né?

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Mexerica Furtada

A ideia base é variação sobre o tema de uma  canção anterior: a felicidade que não dá pra ser vivida sozinha.
A imagem da mexerica é autobiográfica (não era de um vizinho, mas era “furtada”, isto é, colhida sem autorização do pomar do colégio onde estudei). A ideia de estocar (ou melhor, de que não é possível estocar) está presente na obra de Saint-Exupèry, de forma muito metafórica no Pequeno Príncipe, mas mais explicitamente no livro Cidadela. Quanto a cuspir as sementes… peço a bênção ao meu colega do furtar mexericas, Fedel, porque foi ele que sugeriu no texto original.
Essa coisa de comparar a felicidade a uma fruta, que brotou de forma gratuita no quintal de alguém, está presente na poesia “Meu pé de maracujá” da escritora angolana Anny Pereira (que eu acabei adaptando e musicando).
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Abaixo da letra da canção (MEXERICA FURTADA), seguem as outras versões: FELICIDADE FURTADA foi reescrita ontem tentando se adequar a uma estrutura de poesia mais adequada para canção; POR FALAR EM FELICIDADE é o texto original (que ontem sofreu apenas alguns pequenos ajustes).

Abraços e fique com Deus.
Um 2011 de felicidade compartilhada pra você.

Coelho

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MEXERICA FURTADA
(Alfredo S. V. Coelho, 28/12/2010)

Se engana quem pensa que pode
a felicidade guardar.
Não há dinheiro que compre
e armazém que possa estocar.
É mexerica furtada
do quintal de um vizinho qualquer:
um doce azedo na boca.
Vai ter de provar pra saber.

Se engana quem pensa sozinho
da felicidade provar.
Sozinho, assim, não tem graça…
Divertido é a gente se olhar
e gomo por gomo, entre amigos,
rir e se deliciar,
cuspindo no chão as sementes
na espera de um dia vingar.

Na lembrança ficou o sabor,
mas ainda há perfume nas mãos.
Ô fruta mexeriqueira,
nos delata para a multidão.
Felicidade é assim, minha gente,
não se prova impunemente.

FELICIDADE FURTADA

(Alfredo S.V. Coelho, 28/12/2010)
 
Acho que a felicidade 
não se encontra em nenhum armazém,
Não tem dinheiro que compre
nem armário pra gente estocar.
Só se pode é experimentar:
mexerica furtada de algum quintal.
E é claro que não se vai só
(sozinho, afinal, não tem graça!)
 
Assim, debaixo da árvore,
se desfruta com muito prazer
gomo por gomo, entre amigos,
cuspindo sementes pra vida se renovar.
Mesmo que só na lembrança,
seu perfume encharca as mãos
e segue a nos denunciar…
Não fica impune quem a felicidade provar!

POR FALAR EM FELICIDADE
(Alfredo S.V. Coelho, 06/11/2008)

Acho que a felicidade
não se compra nem se estoca.
Só é possível experimentá-la
como quem chupa uma mexerica,
daquelas que se pega escondido
no pomar no fundo de algum quintal.
E, é claro,
nunca se vai sozinho,
(porque sozinho, afinal,
não tem a menor graça!)
Embaixo da árvore
a gente desfruta com prazer
daquele gostinho bom
(azedo e doce)
gomo por gomo,
entre amigos,
Às vezes
cuspindo fora as sementes,
com a esperança
de que a vida se renove.
Embora o sabor, depois,
fique só na lembrança,
o perfume dela encharca as mãos
e nos acompanha, denuncia…
Não se prova a felicidade impunemente!

Essas poesias são do meu priminho querido.  Ele é um artista multimidia

 

Toalha Natalina

Uma cliente me pediu que fizesse uma toalha com motivos natalinos .  Uma toalha relativamente grande, pois só o tampo da mesa media 1,40 x 1,40 e  nas laterais mais 0,25cm portanto ela mede 1,65 x 1,65cm

Como já havia feito  alguns panos de prato de natal  para ela,  repeti alguns motivos como o boneco de neve com a arvore ,  o casal de bonecos e acrescentei desenhos novos.

Nas laterais coloquei um barrado em patch com tecidinhos estampados e o no tampo usei o tecido xadrez para bordar,  mas todo branco. O resultado ficou surpreendente.

A foto é que não ficou das melhores, pois minha mesa é retangular e não consegui achar um jeito legal de fotografar.

Este foi meu ultimo trabalho em 2010 com motivos de Natal, o que é uma pena pois eu adoro esse tema.  No 
próximo ano, lá para agosto começarei a fazer mais.

 
Silêncio… Ele está dormindo.
Pode entrar,
mas caminhe devagarinho…

Olhe que paz,
Que ternura,
Que carinho…

Não precisa dizer nada,
Ele entende seu pedido!

Apenas ore…
Ore mais com o coração…

Ore baixinho,
para não despertar o Pequenino.

Feliz Natal!
Com muita paz…

e a bênção do Deus-Menino!
(autoria desconhecida)

Menino motoqueiro

Mais uma amiga da minha norinha, pediu um quadro para enfeite da porta da maternidade.  O tema era: motoqueiro, já que o pai da criança adora andar de moto.  Não foi muito simples desenvolver o projeto,
mas o resultado final foi ótimo.  A mamãe do Bernardo adorou.

Faz bem a Saude

Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere… 

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. 

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. 

Prazer faz muito bem. 
Dormir me deixa 0 km. 
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. 
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. 
Brigar me provoca arritmia cardíaca. 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me 
embrulha o estômago. 
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. 
E telejornais… os médicos deveriam proibir – como doem! 
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, 
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. 
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! 
E passar o resto do dia sem coragem para pedir 
desculpas, pior ainda! 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! 
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! 
Conversa é melhor do que piada. 
Exercício é melhor do que cirurgia. 
Humor é melhor do que rancor. 
Amigos são melhores do que gente influente. 
Economia é melhor do que dívida. 
Pergunta é melhor do que dúvida. 
Sonhar é melhor do que nada!


                                           Marta Medeiros

Natal

NATAL, A CHEGADA DE DEUS!
O despertar do ser humano não faz o sol nascer,
mas é o sol que desperta os seres humanos.
O despertar do ser humano não faz Deus chegar,
mas é Deus chegando que faz o ser humano despertar.
O ser humano que desperta reflete a luz de Deus.
Pelo amor que dedica a seus irmãos, ele acorda os outros
para juntos celebrar a grande festa.
Vai abrindo assim a brecha para a CHEGADA DE DEUS.

 

Mais um lindo gatinho

Mais uma almofada de gatinho que ficou muito linda.   Fiz aplicação com heat’n bond e acolchoado (quilt) em ondas (waves).  No topo foi feito um bordado em ponto haste. Pode-se observar que no gato maior eu pintei as florezinhas, pois não tinha um tecido grande com uma das estampas dos gatinhos o jeito foi apelar.  Achei um tecido com uma das cores de um dos gatinhos e então pinte as mini flores para combinar. E não é que o resultado ficou bom. 
A atual dona da almofada adorou.

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa